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A música sempre esteve presente na vida de Barbara Mendes. Criada no Rio de Janeiro e influenciada pela mãe, a cantora Marisa Rossi, ouvia os clássicos da MPB e do samba, desde muito cedo.

Formada em Direito pela Universidade Cândido Mendes, nunca deixou a música de lado. Em 1996, aos vinte e três anos, parte para os Estados Unidos para estudar canto e performance musical na New School for Social Research, em Nova Iorque, onde vive por 10 anos.

Na América, inicia uma sólida formação musical e bebe na fonte do Jazz, do Blues, do Pop e do Gospel, e agrega as influências da música americana às suas raízes brasileiras. Faz aulas de canto com Pat Holley, professora de grandes nomes do Jazz e dos musicais da Broadway.

Um ano após sua chegada aos Estados Unidos, Barbara já se apresentava profissionalmente em casas do circuito musical nova-iorquino, como o mítico Café Wha, o Zinc Bar, o Sob’s e o Cleopatra’s Neddle e etc.

Nessa época, sua voz desperta a admiração do produtor e arranjador Eumir Deodato, com quem estabelece uma forte amizade que resultou em importantes parcerias e projetos musicais.

Ainda em 1997, participa de um concerto em tributo a Ellis Regina, no Town Hall, ao lado de Nana Caymmi, Bebel Gilberto, Luizão Maia e Paulo Braga. Ao mergulhar na obra da artista, Barbara descobre uma influência que iria marcar de forma definitiva a sua trajetória musical.
No ano seguinte, Barbara Mendes é a cantora brasileira escolhida para se apresentar no Ocean Blue Jazz Festival, no Japão, ao lado de artistas como Herbie Hancok, Wayne Shorter, Tito Puente e Milt Jackson.

Em 1999, as afinidades musicais com Eumir Deodato lhe rendem um convite para interpretar o tema de abertura e três outras faixas do filme “Bossa Nova”, dirigido por Bruno Barreto. Motivada pela repercussão do seu trabalho para o cinema, Barbara Mendes participa do Segundo Prêmio Visa em São Paulo e classifica-se para a grande final.

Em 2000, a cantora faz a primeira turnê pela a Europa, e é aclamada pelo público e pela crítica em temporada na Grécia. O sucesso das apresentações resultou na gravação de “Live in Greece”, seu primeiro CD.
No mesmo ano, Barbara volta a flertar com o cinema. A cantora participa da trilha do filme indiano “SNIP” e se apresenta com o renomado tablista Zakir Hussein, em concerto produzido pela produtora de cinema Merchant & Ivory.
A incessante busca por novas sonoridades levou Barbara Mendes a trabalhar com o DJ e produtor de Dance/House Music, François Kervorkian. A receita de música eletrônica com tempero brasileiro resultou nos álbuns “Awakening”, com arranjo de cordas de Eumir Deodato, e “Got to be in Love”, lançados nos Estados Unidos, Europa e Japão.
Entre os dois álbuns produzidos com a estética eletrônica, Barbara faz uma rápida incursão pelo Brasil. Participa do Free Jazz Festival, no Rio de Janeiro, a convite do baterista do Barão Vermelho Guto Goffi, e do Festival Skol Beats, com François Kevorkian, em São Paulo.

Em 2005, com a banda Pagode Jazz Sardinha’s Club, Barbara retorna às suas raízes no samba e MPB e faz temporada de sucesso no Rio Scenarium na Lapa, tradicional reduto do ritmo no Rio de Janeiro. A fina sintonia com o grupo leva Barbara a participar com os músicos do Festival de Sanary, no Sul da França, ao lado de artistas como Lenine, Milton Nascimento e Daniela Mercury.
Com uma década de carreira, marcada por ricas experiências musicais, Barbara grava seu primeiro CD autoral em 2005, com o arranjador e pianista francês Alain Mallet e participação dos músicos Marcos Suzanno, Lula Galvão, João Vianna, A Parede, Bernardo Bosísio, Eduardo Neves, Paulo Braga, Rodrigo Lessa e Walter Vilaça. A turnê passa pelos Estados Unidos, Moscou e Portugal. O disco ainda não foi disponibilizado no Brasil.

Ainda em 2005, Barbara empresta mais uma vez sua voz ao cinema, no filme “Be Cool” (O Outro Nome do Jogo) com Danny DeVito, John Travolta, Uma Thurman, e grava trilha para o Balé Piloboulus, a convite da renomada escola de música erudita Julliard de NYC.
Os anos seguintes são dedicados à turnês pela Grécia, país onde a cantora se tornou referência de Música Popular Brasileira.

Em 2007 dedica-se à gravação do seu segundo CD autoral “Nada Pra Depois” que teve as participações de Djavan, Ivan Lins e Hamilton de Holanda e foi produzido pelos músicos Maurício de Oliveira e André Vasconcellos. O disco foi lançado pelo selo Trilhos Artes de Flávio Venturini e distribuído pela Som Livre.
Na mesma época, abre o bar e restaurante com música ao vivo, Bangalô, no Rio de Janeiro, que é palco para grandes músicos e artistas, e ponto de encontro dos amantes da MPB, JAZZ, ROCK.
Com Djavan, apresentou-se no Programa Som Brasil da TV Globo no mesmo ano.

Breve pausa para a maternidade e em 2009, Barbara faz show de lançamento do disco “Nada pra Depois”, no Teatro Rival, com participação especial de Leila Pinheiro.

Em 2010, dedica-se à obra de Elis Regina, fazendo diversos shows em Tributo a uma de suas grandes referências. ( Videos disponíveis no youtube)
Depois de mais de uma década de carreira internacional, Barbara Mendes fincou residência permanente no Brasil e em 2012, participou da primeira edição do programa “The Voice” da Rede Globo.

Em 2013, Barbara apresenta “Nada pra Depois” para seu público nos EUA.

Entre 2012 e 2015, gravou vários singles de Bossa/Lounge para a Europa e Ásia, junto a produtores do selo Albatroz, distribuidos mundialmente, com grande repercussão na web e nos serviços de música por streamings.

Em 2014, a convite do grande guitarrista Victor Biglione, mergulha no projeto A História do Cinema através da Música, show que viaja pelas grandes Trilhas Nacionais e Internacionais de filmes famosos.

Inicia 2015 com turnê nos EUA e Grécia.
Mais um desafio na carreira de Barbara Mendes, que sempre teve um gosto pelo ecletismos musical: O Blues. Este ano, já participou da 10a. Edição do Festival de Blues da Ilha Comprida em SP, também com Biglione, e prepara-se para o palco do renomado Mississipi Delta Blues Festival em Caxias do Sul em Novembro de 2015.